1 de agosto de 2012
21 de julho de 2012
Festa em Cacilhas
Animação pela associação AssimSer na Rua
Comandante Cândido dos Reis, entre as 20 e 21 h, todos os Sábados até
Setembro.
Maria Manuela Pires - Convite
Exposição de pintura ao vivo, no Porto de Recreio de
Oeiras, a realizar já no próximo Sáb.21 e Dom 22 de Julho a partir das 12h até fim de tarde.
10 de julho de 2012
Projecto Comenius (Escola Cacilhas-Tejo)
Projeto
Comemius engloba escolas de países europeus que em parceria trabalham temas
comuns.
Neste
projecto denominado - “Immediate
Surroundings” - propunha-se abordar
temas relacionados com a preservação ambiental, patrimonial e cultural. Para
além da Escola Secundária Cacilhas-Tejo participaram escolas da Estónia,
Roménia, Espanha ,Turquia e Itália, sendo a língua de contacto o inglês.
Sobre
tradições de Almada apresentaram-se as Burricadas, a Procissão de Nossa Senhora
do Bom Sucesso e as Marchas dos Santos Populares.
Abordaram-se
questões de cidadania ecológica e nesse
contexto, fez-se o reconhecimento de edifícios degradados na cidade. Foi escolhido um que cumprisse
funções sociais e apresentou-se uma proposta de reconstrução com preocupações
ecológicas.
Partilhamos
através de um breve resumo visual as
apresentações dos nossos alunos envolvidos.
A
Coordenadora do Projecto,
Ana Videira da Costa
19 de junho de 2012
Momentos dispersos II - Modesto Viegas
Exposição de Fotografia
Sábada, 23 de Junho de 2012, 17h
"Espaço Doces da Mimi"
Rua da Liberdade, 20
Almada
31 de maio de 2012
O Lugar das Coisas - Miguel Almeida
Apresentação, por Ermelinda Toscano, do livro de
Miguel Almeida "O lugar das coisas"
ES Cacilhas-Tejo / Biblioteca Escolar
4 de Junho de 2012 - 19:30h
26 de maio de 2012
O património, a história local e a educação
Realizou-se nos dias 19 e 20 de
maio, o Encontro sobre Património de Almada e Seixal, organizado pelo
CAA-Centro de Arqueologia de Almada, no âmbito das comemorações do seu 40º
aniversário. Ao longo das várias sessões, foram apresentados estudos acerca do
património arqueológico, religioso, imaterial e a história local de diferentes
freguesias dos concelhos de Almada e do Seixal.
As temáticas abordadas foram:
- «Grutas de S. Paulo: O IV e III
milénios em Almada», Luís Barros;
- «Al-madan no contexto da
ocupação islâmica da Margem Sul», Maria Inês Raimundo e Vanessa Dias;
- «Três sítios e quintas
históricas entre Corroios e Amora», Rui Mendes;
- «Pelos caminhos do Cruzeiro de
Vale de Rosal», Vitor Manuel Reis;
- «Trafaria, a história da
formação de uma identidade», Carlos Barradas Leal;
- «Breve história da Costa da
Caparica», Francisco Silva;
- «Memórias da Caparica pela pena
de Bulhão Pato», Rui Caetano;
- «Património naval do Seixal»,
Elisabete Curtinhal (Ecomuseu Municipal do Seixal);
- «A indústria vinícola em
Cacilhas nos séculos XIX e XX», Luís Milheiro;
- «Os espaços e as sociabilidades
das classes trabalhadoras entre 1890 e 1930: os casos de estudo na margem sul
do Tejo», Joana Dias;
- «Memórias do cinema em Almada»,
Ângela Luzia e Margarida Nunes (Museu da Cidade de Almada);
- «Educação patrimonial em Almada
– O papel do CAA em Almada», Elisabete Gonçalves.
Em relação ao levantamento
histórico da freguesia de Cacilhas, apontamos a comunicação de Luís Milheiro
que procurou efetuar uma abordagem da importância económica e social da
indústria vinícola durante os séculos XIX e XX, a partir do estudo de elementos
documentais referentes aos armazéns de vinhos situados no Ginjal, referindo
igualmente a sua decadência e encerramento.
Estando patente a preocupação com
a educação social pelo património, este tipo de iniciativas levadas a cabo pelo
CAA, constitui um reforço da divulgação do empenho de vários investigadores no
campo da história local e do património, em conjunto com as diversas atividades
realizadas no decurso do ano por esta instituição, sempre com o objetivo do
alcance do conhecimento necessário e obrigatório para a preservação do
património – a aprendizagem geradora de uma consciência de salvaguarda do
património cultural, necessária ao exercício pleno de uma cidadania, e como
construção essencial na estruturação de uma memória coletiva.
Os estudos divulgados constituem importante recurso para o estudo da
história da comunidade almadense, vindo certamente ao encontro do trabalho
desenvolvido pela nossa Associação.
Maria da Conceição Toscano
Maria da Conceição Toscano
23 de maio de 2012
"Passeando à volta do Chiado"
7 de maio de 2012
“Passeando à volta do Chiado”
No primeiro andar do Dragão Vermelho , em Almada, local
histórico da cidade pelo seu passado de ligação à Cultura, realizou-se mais um
a tertúlia da SCALA no dia 3 de Maio de 2012.
Com uma sala repleta de pessoas interessadas, foi
apresentado em antestreia, o trabalho em Multimédia, “Passeando á volta do
Chiado” de autoria dos nossos diretores de “ O FAROL”, Luís Filipe Bayó Veiga e
Modesto Viegas.
Um trabalho excelente, que nos fez viajar a partir do
séc. XVI , numa percurso pelo tempo e pelo espaço.
Através dum trabalho de ligação entre as imagens e o fado,
visitámos uma Lisboa já desaparecida, que já só existe nas memórias e nos
arquivos mas, também revivemos outros lugares que ainda persistem e nos ligam
de forma real à História e as histórias de nossos quotidianos passados.
Estão de parabéns os autores por mais este trabalho de
preservação do nosso Património.
Este trabalho será apresentado no Auditório da FNAC-Chiado nos dias 24 e 25 de Maio, pelas 18h.
27 de abril de 2012
“Passeando à volta do Chiado”
Convite
3 de Maio 2012, (5ª feira), às 21 horas
Café Dragão Vermelho
Na sequência dos roteiros multimédia “De Cacilhas
ao Chiado passeando pela Baixa”(2009), “Do Chiado ao Marquês passeando pela
Avenida”(2010) e “Da Praça da Figueira ao Intendente, passeando pela (velha)
Mouraria”(2011), Luis Bayó Veiga
e Modesto Viegas, apresentam agora o seu novo trabalho
intitulado “Passeando à volta do
Chiado”.
Trata-se
de um roteiro iconográfico, legendado e musicado, no qual através de imagens
digitalizadas, ao longo de um trajecto proposto, se procura dar a conhecer
(para alguns relembrar) o Chiado tal como ele se mostrava desde a segunda
metade do séc. XIX até meados de XX.
O
Chiado Oitocentista, romântico, boémio, burguês, político e intelectual, foi local
obrigatório de encontros e convívio dos janotas, dos marialvas, dos dandys, mas
também de poetas, políticos, escritores, artistas, pintores e jornalistas, que
no Chiado se reuniam em alegres tertúlias nos cafés, nas charmosas pastelarias
finas ou nos populares “restaurants”que então por ali existiam.
No Chiado de outros tempos, passaram
também os aguadeiros, os galegos dos fretes e dos recados amorosos, as
costureirinhas dos grandes ateliers das modistas de “haute-côture”, e ainda as
pitorescas personagens que eram alvo de risota e de chacota popular.
As seculares igrejas e ancestrais
conventos, o chafariz do Loreto, os teatros e “animatographos”, os tradicionais
livreiros, o glamour das lojas de moda, perfumarias e mercearias finas
conjuntamente com os populares grandes armazéns do Chiado, do Grandella e do Eduardo Martins também
fazem parte da sua história.
Por tudo isto, o Chiado, o grande
Chiado, apesar do terrível incêndio que sofreu em 25 de Agosto de 1988,
continuará sempre a fazer parte indelével, da história de Lisboa, das suas memórias,
das suas lendas, da sua magia, da sua saudade...
O
Farol congratula-se com mais este evento da autoria dos nossos associados Luis
Bayó Veiga e Modesto
Viegas tendo o prazer de o convidar a assistir à sessão de projecção multimédia
intitulada “Passeando à volta do Chiado”
o qual terá lugar no dia 3 de Maio 2012,
(5ª feira), às 21 horas exactas, no café Dragão Vermelho em Almada, no
salão do 1º andar, no âmbito das habituais tertúlias organizadas pela SCALA.
17 de abril de 2012
A Ponte é uma Miragem - Luís Milheiro
O
nosso associado Luís Milheiro inaugurou, no passado dia 15, uma exposição
fotográfica “ A ponte é uma Miragem” no "Espaço Doces da Mimi"
(rua da Liberdade, nº 20 A, Almada).
A exposição poderá ser visitada até dia 27 de Abril.
A exposição poderá ser visitada até dia 27 de Abril.
Parabéns ao autor que continua a demonstrar uma polifacetada
capacidade de intervenção cultural.
15 de abril de 2012
13 de abril de 2012
Lançamento do livro "Linhas do sentir"
O livro "Linhas do sentir" que iremos lançar na Casa da Cerca em Almada, no próximo sábado, 14 de Abril, pelas 15h e 30m, é o resultado de um percurso coletivo e reúne três linguagens poéticas e a arte e o saber do pintor com 50 anos de expressão plástica.
Aqui fica o desafio te associares a este singular momento cultural.
Contamos contigo.
Aqui fica o desafio te associares a este singular momento cultural.
Contamos contigo.
19 de março de 2012
Dia Mundial da Poesia
Como
sabem, na próxima quarta-feira,
dia 21 de Março,
comemora-se o Dia
Mundial da Poesia.
Almada
também vai comemorar este dia da melhor maneira, com a 2ª edição da "Festa
da Poesia de Almada", que se realiza mais uma vez no Salão de Festas da
Incrível Almadense, a partir das 21 horas.
É
uma organização conjunta da Incrível Almadense, da SCALA, de o Farol e dos
Poetas Almadenses,
A
Festa será iniciada com uma mistura de teatro e de poesia, a cargo do Cénico
Incrível Almadense, depois haverá espaço para todos aqueles que quiserem
dizerem poesia, ao jeito da "Poesia Vadia", que se realiza todos os
meses na nossa cidade, há vários anos.
Convidamos
todos os amantes da poesia (e também todos os outros, é uma boa oportunidade
para aprenderem a gostar...), a participarem nesta Festa, na próxima
quarta-feira.
Ficamos
à sua espera!
15 de março de 2012
Convite para inauguração de exposição de Francisco Bronze
Estimados amigos e amigas
No dia 17 deste mês, terá lugar na Casa da Cerca, em Almada, pelas 17h30, uma exposição do pintor Francisco Bronze, natural de Ferragudo (Algarve) mas há longos anos radicado em Almada.
Sendo esta uma oportunidade rara de ver parte da vastíssima obra do artista, resultado de trabalho criativo persistente durante cinquenta anos de atividade artística, que não ganhou a merecida visibilidade publica, deixo-vos aqui o convite para participarem na inauguração da exposição.
Aproveito para divulgar o site onde poderão ver a obra completa do artista:
http://www.franciscobronze.net/fbindex.html
HOMENAGEM CÍVICA A JAIME FEIO
A homenagem ao senhor Jaime Feio na Comemoração do
Centenário do seu nascimento decorreu dia 3 de Março de 2012 pelas 17h 30m em
Cacilhas, terra donde era natural, no Centro Municipal de Turismo, antigo
Quartel dos Bombeiros Voluntários de Cacilhas, no coração desta terra, local
ligado ao seu tio e tutor, o António Feio, grande impulsionador de causas
cívicas, e o primeiro Comandante dos Bombeiros voluntários de Cacilhas.
O átrio do Centro do Turismo, estava completamente
repleto de familiares, amigos e cacilhenses, que se associaram a esta
homenagem.
No evento cuja apresentação esteve a cargo de
Henrique Mota, intervieram sobre as diferentes facetas da personalidade e
atividades do homenageado, os senhores Fernando Barão, Alexandre Flores, Louro
Artur, Orlando Pereira, José Manuel Rebelo, o representante da Junta de
Freguesia de Cacilhas, Reinaldo Marujo, o Vereador da Cultura António Matos,
José Manuel Maia – presidente da Assembleia Municipal de Almada, Carlos Albano,
Comandante Clemente Mitra, Presidente dos Bombeiros V. Cacilhas, Alexandre
Castanheira e Jorge Gomes Fernandes.
Em representação da família falou José Carlos
Almeida, esposo da senhora Maria Júlia Feio Almeida, filha de “ Jaime Feio”,
que esteve presente na Mesa da sessão.
Encerrou a sessão a senhora Presidente da Câmara
Municipal de Almada – Maria Emília Neto de Sousa.
O LEVANTAR DO NEVOEIRO
Era
um pequeno lugar aprazível
à beira de um majestoso
rio,
onde o sol vinha procurar
esconder
o perpétuo e triste
cinzento
com que um tenebroso
tirano
abafava as tão ansiadas
esperanças
de transferir para a
graciosa terra
o vivo e brilhante azulado
céu.
Era cinzento este marítimo
lugar,
qual promontório apontado
ao Tejo,
mas no mais denso e escuro
nevoeiro
sempre luminosos raios de
futuro
rasgavam de salvadores
apelos
em regular ritmo de
sibilação
o temeroso e desumano
presente
Farol! Certo!...Era, ali
estava um farol!
Mas ó deslumbrante e
generosa natureza:
semelhantes benquistos
raios verdes
cortavam em silêncio o
acinzentado espaço.
Vindos dos irisados olhos
das mulheres
e dos vigorosos
punhos erguidos
pelos tão saudados homens
de amanhã
Era gente resistente às
vis maldades,
ardentes edificadores
inultrapassáveis
do bom que devia ser o dia
seguinte.
Das suas mãos saíam úteis
projectos
de uma existência
diferente e sã,
dados a conhecer em forma
de manifestos
compostos pela tipografia
do Feio.
Eram esclarecedores apelos
e cartazes
que afirmavam ser possível
e urgente
gerar em Abril um mundo
novo,
conscientemente ajardinado
de cravos
nas armas de filhos do
povo
Firmes, vigorosos, pacíficos
homens novos
que a rejuvenescida
Cacilhas merecia
e o país liberto viria a
agradecer.
Alexandre Castanheira
Almada, 3 de Março de 2012
14 de março de 2012
5 de março de 2012
"O teu relâmpago na minha paz", de Luís Miguel Raposo
Lançamento do livro "O teu relâmpago na minha paz",
de Luís Miguel Raposo
de Luís Miguel Raposo
dia 10 de Março, às 15h
Fórum Romeu Correia - Almada
«joão pedro gosta de todas
as coisas arrumadas nas suas gavetas. de certo modo, o seu mundo é uma estante,
com tudo organizado e composto, sempre à mão e identificável. como quando vamos
ao supermercado e seleccionamos as compras de entre o sortido disponível e
depois as arrumamos eficientemente nos lugares respectivos para quando são
necessárias. diversas prateleiras onde joão pedro arruma o seu trabalho, os
seus amigos, o seu relacionamento com a vera, onde se arruma a si próprio de
acordo com o que recebeu dos pais. há uma certa paz na selecção de coisas que
fez para limitar o mundo ao seu interesse nele, transformado-o na sua
realidade, o encurtamento de uma realidade maior, onde se sente confortável e
em segurança. amarrado às memórias antigas do pai, agora tão distante do homem
que foi como do próprio filho, desde que a mulher morreu, joão pedro não
encontra formas de reacender a relação com o pai, finalmente afastado de tudo e
também do que dele próprio reside na memória de joão pedro. director de uma
agência bancária, conhece um dia carla, a quem o banco recusara crédito para a
compra de casa. nesse dia, joão pedro, decide, contra as regras vigentes,
aprovar o crédito a carla, carla que veio a ser o arauto do seu destino
renovado e o gatilho de todas as mudanças que veio a enfrentar. à medida que
vai conhecendo carla, joão pedro toma conhecimento de uma realidade que não
existia dentro dos muros que ergueu para limitar a sua própria realidade. a sua
relação com a vera começa a definhar, a distância para o seu pai a aumentar,
acendendo-se as divergências com os seus amigos e o seu trabalho. joão pedro
vai conhecer o mundo de carla, um mundo que anteriormente não existia para ele,
um mundo alternativo, onde imperam os ambientes góticos, a música de carla, ela
própria vocalista de uma banda gótica, mas também o surf que carla adora fazer,
as coisas e as estranhas pessoas que existem no mundo de carla e vai-se
apaixonando por tudo isso, mesmo se nem sempre isento de percalços. no espaço
de três semanas, nas quais todas as peripécias da sua vida adulta aconteceram,
joão pedro destrói todas as suas percepções intelectuais para poder edificá-las
de novo de acordo com o seu renovado interesse. mas, no caminho, vai tomando
consciência que nunca poderá ter carla, nem recuperar o que perdeu para estar
com carla, carla que é uma arma carregada que joão pedro disparou a si mesmo.»
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