Medalha de Ouro da Cidade de Almada atribuída em 2024, por mérito e dedicação.
Uma dedicação que vem desde muito jovem, uma entrega à causa publica que o acompanhou ao longo da vida, com uma presença activa em muitos acontecimentos marcantes.
Por isso atrevemo-nos a perguntar a Vitor Figueiredo:
Onde estava no 25 de Abril?
E ele passa-nos a descrever:
No dia 24 de Abril de 1974 à noite despedi-me dos meus pais e dos meus filhos em Moscavide, e fui-me reunir a outros camaradas civis que estavam convocados para ir apoiar a revolta militar.
Durante a madrugada de 24 para 25 encontramo-nos na minha residência da Costa da Caparica que era a minha base política e operacional clandestina, daí seguimos para Lisboa onde nos reunimos a mais companheiros, todos civis.
Em Lisboa, no Terreiro do Paço, encontrei Salgueiro Maia que já conhecia, pois tinha sido apresentado em Almada, por amigos.
No local ele já tinha tomado posições com as suas tropas.
Seguidamente segui com outros camaradas para junto do Quartel da GNR no Carmo, para onde Salgueiro Maia se tinha dirigido para cercar o quartel e neutralizar as forças inimigas, impedindo que saíssem para a rua.
“ESTAMOS CÁ PARA O QUE DER E VIER” – foram as palavras de Salgueiro Maia.
Durante todo esse longo dia estive sempre ao seu lado até à derrota do Estado Novo, com a rendição de Marcelo Caetano e da PIDE.
Foi assim que começou a LIBERDADE.
Num longo caminho recordo entre outros o saudoso Vitor Brito do Vale, lutador antifascista e companheiro deste dia.
Nota: Vitor Pina de Figueiredo Foi membro da LUAR na clandestinidade e militante do PS e seu dirigente Regional em Almada.
Medalha de ouro de mérito e dedicação atribuída pela Câmara Municipal de Almada em 2024.
Sócio de O Farol-Associação de Cidadania de Cacilhas.
