13 de abril de 2018
5 de abril de 2018
29 de março de 2018
Os Pormenores de Almada de Luís Bayó Veiga
Não há futuro sem memória!
«Caminhando pelas ruas antigas de
Almada, observemos os prédios e as lojas de comércio antigas que ainda
sobrevivem, com o respeito que merecem!
Transmitem-nos carácter e uma
identidade própria de uma época, através das suas fachadas de azulejos, da
singularidade das suas varandas e marquises, da harmonia das suas janelas e
portas, das lápides evocativas, das caixas de correio, dos registos religiosos,
das placas foreiras, dos números de polícia, das bandeiras de porta, dos
batentes e campainhas, dos respiradouros, das placas publicitárias, etc…
Sobre este conjunto de
pormenores, ameaçados a desaparecerem pela lei inexorável dos tempos modernos,
registaram-se largas dezenas de imagens para memória futura, das quais se seleccionaram
umas tantas, para a presente exposição.
Decerto que reconhecerá nalgumas,
a sua localização, porém, para outras mais, terá agora a oportunidade de as
descobrir e saber onde se situam.
Aqui fica o convite.»
11 de março de 2018
Documentário "Pormenores - Imagens d'hoje sobre Lisboa d'ontem"
14 de Março de 2018 - 14:30h
USU - Universidade Senior Unisaber
Não há futuro sem memória!
Caminhando pelas ruas das
zonas mais tradicionais de Lisboa, olhemos os prédios e as lojas de comércio
antigas que ainda sobrevivem, com o respeito que merecem!
Transmitem-nos carácter e uma
identidade própria de uma época, através das suas fachadas de azulejos, da
singularidade das suas varandas e marquises, da harmonia das suas janelas e
portas, das lápides evocativas, das caixas de correio, dos registos religiosos,
das placas foreiras, dos números de polícia, das bandeiras de porta, dos
“entalados”, dos batentes e campainhas, dos respiradouros, das placas
publicitárias, dos relógios de rua, etc…
Sobre este conjunto de
pormenores, ameaçados a desaparecerem pela lei inexorável dos tempos modernos,
registaram-se milhares de imagens para memória futura.
Mesmo que já conheça alguns,
terá agora a oportunidade de conhecer muitos mais.
Aqui fica o convite.
2 de março de 2018
Madalena Iglésias (1939-2018)
No
passado dia 16 de Janeiro 2018, faleceu aos 78 anos de idade numa clínica em
Barcelona, a popular cançonetista Madalena Iglésias.
Para
muitos considerada uma das mais belas vozes de sempre, representativas da
musica ligeira nacional, Madalena Iglésias de seu nome, Maria Lucília Iglésias
do Vale, veio a nascer acidentalmente em Lisboa, na Freguesia de Santa
Catarina, em 24 de Outubro de 1939, mas com 2 dias de idade regressou a
Cacilhas, onde seus pais viviam e eram donos de um restaurante no Cais do
Ginjal, e foi aqui que Madalena Iglésias, que todos tratavam por “Lucita” viveu
e brincou até aos 5 anos de idade.
Com
17 anos de idade, iniciou a sua carreira artística no Centro de Preparação de
Artistas, na ex-Emissora Nacional e em 1960 foi eleita Rainha da Rádio e da
Televisão.
Em
1966, foi a vencedora do Festival da Canção organizado pela RTP, interpretando
um dos maiores sucessos de sempre da música portuguesa: "Ele E Ela"
de Carlos Canelhas.
Ao
longo das décadas seguintes, participou em diversos festivais e fez múltiplas
exibições em vários países, sobretudo no continente Sul-Americano, vindo a
fixar-se na Venezuela, onde casou com um português e foi mãe de um casal de
filhos, tendo então quase que abandonado a carreira de cançonetista
profissional a partir do início da década de 1970.
Mais
tarde veio a radicar-se em Barcelona, não deixando de vir com frequência a
Lisboa, onde possuía uma casa e se encontrava com amigos de longa data, entre
eles, António Calvário, Artur Garcia e Simone de Oliveira, sua rival na vida
artística na época dos anos 60 e sua grande amiga na vida privada.
Em
2008 é publicada a sua fotobiografia "Meu nome é Madalena Iglésias",
de autoria de Maria de Lourdes de Carvalho.
O
Farol num artigo publicado no seu Boletim de Novembro de 2015, recorda-a nos
seus tempos de infância, como “Uma Rainha que brincou no Ginjal”.
Possuidora
de uma beleza singular e de uma voz ímpar, será sempre recordada por todos nós,
com amor e saudade e pela alegria das suas canções, das quais nos legou vasto
repertório para além de "Ele e Ela", e entre outras, "Silêncio Entre Nós", "Poema de Nós Dois", "Canção
para um poeta", "Canção Que Alguém Me Cantou", "É Você,
"Oração Na Neve" e "De Longe, Longe, Longe...", e muitas
mais.
Até
sempre Madalena!
Luis
Bayó Veiga
23 de janeiro de 2018
Alexandre Castanheira (1928-2018)
Esta é daquelas notícias
que gostaríamos nunca ter de dar, mas que não podemos deixar de sobre ela
escrever.
Alexandre Castanheira
(1928-2018) faleceu no passado dia 16 de janeiro. Figura de relevo, de
importância crucial no panorama cultural almadense, deixa em todos que o
admiravam uma sensação de enorme perda.
À família e amigos os
nossos sentidos pêsames.
Resistente antifascista,
defensor da Liberdade e da Paz, esteve preso várias vezes. Viu-se forçado a
passar à clandestinidade e a exilar-se em França tendo regressado a Portugal em
1978.
Esteve sempre ao serviço
das causas sindicais e do movimento associativo marcando de forma intensa a
atividade cultural e educativa em Almada.
O seu papel na defesa do
Poder Local Democrático foi desenvolvido enquanto autarca na Assembleia
Municipal de Almada e enquanto presidente da Assembleia de Freguesia do
Laranjeiro.
Um percurso que mereceu
reconhecimento público com a atribuição da Medalha de Ouro de Mérito Cultural
pela Câmara Municipal de Almada em 1994 e da Comenda da ordem da Liberdade em
2004.
Licenciado em
Histórico-Filosóficas e em Literatura Moderna foi professor na Escola Superior
de Educação Jean Piaget de Almada, diretor da Associação de Ecologia Social e
Urbana “Casa Humana”, formador na área da Poesia para crianças e jovens com
vista à constituição de um Cancioneiro Infanto-juvenil.
Como escritor editou vários
livros: do ensaio ao teatro, passando pelas crónicas e memórias, mas foi com a poesia
que se destacou. Declamador exímio conseguia facilmente contagiar pelo sorriso
aberto e franco e pela empatia que a sua postura despertava em quantos o
ouviam.
Desde sempre se interessou
pela divulgação da poesia fazendo recitais em escolas e coletividades em
Almada, mas também por todo o país. Participava ativamente nas atividades da
associação informal Poetas Almadenses e raramente faltava aos encontros
mensais de Poesia Vadia.
“O Farol” recorda a amizade
e solidariedade que sempre recebeu de Alexandre Castanheira que muitas vezes nos
lembrava a sua vida familiar em Cacilhas e os amigos da Rua Cândido dos Reis e
da Parry & Son.
Almada ficou mais pobre
com a sua partida, mas ficam as suas palavras para nos acompanhar naquela que é
a sua faceta mais romântica:
Nada
e tudo
Parti numa hora de loucura
e agora longe de ti
vivo arrastado
o desejo da ausente
que vislumbro
e sinto no fundo de mim
presente
resultado do silêncio
disseminado em ondas de calor
inundando este vazio pleno
Entre o nada e o tudo
o que me falta e o que
contenhoe o que pressinto de ti
a cada momento te amo
mais e mais e mais
e mais repito ainda
que te direi uma vez mais
como te amo
A sombra deste sol
abrasador
fermenta o nosso amornum cosmos azul profundo
onde te direi
envolta em nuvens de prazer
e felicidade
no momento extraordinariamente preciso
de te apertar enfeitiçado
e magnético
nos braços ávidos de carícias
COMO TE AMO.
27 de dezembro de 2017
22 de novembro de 2017
Lançamento do livro de Edite Condeixa
"ROMEU CORREIA - ANTOLOGIA TEMÁTICA E ABORDAGEM À SUA OBRA LITERÁRIA"
27 de Novembro de 2017
Sala Pablo Neruda, Fórum Romeu Correia
8 de novembro de 2017
7 de novembro de 2017
21 de outubro de 2017
1 DE NOVEMBRO É DIA DE FESTA EM CACILHAS
Procissão da Nossa Senhora do Bom Sucesso
Nesta
data, todos os anos, a comunidade cacilhense reúne-se, evocando a memória do
Trágico dia do Terramoto de 1755, que no dia 1 de Novembro, Dia de Todos os
Santos, teve um efeito devastador na cidade de Lisboa e localidades dos
arredores.
Foi um
acontecimento que chamou a atenção de todas as maiores personalidades mundiais
daquela época, como foi o caso de Voltaire, pela enorme tragédia que se abateu
sobre as populações, que depois do terramoto tiveram de enfrentar ondas de
cerca de 30 metros que varreram Lisboa até ao Rossio e muitas localidades
ribeirinhas.
Reza a tradição que, no meio desta aflição, um pescador de Cacilhas foi à pequena igreja que então ali existia e, num acto de desespero e fé e trouxe a imagem ali existente da Nossa Senhora do Bom Sucesso até à praia de Cacilhas virando-a para o rio, pedindo a sua protecção divina para a fúria das águas.
Reza a
lenda que Cacilhas foi poupada ao Maremoto e, desde aí, há mais de 260 anos que
a população local, todos os anos, em procissão percorre as ruas com essa mesma
imagem até ao rio Tejo, para agradecer o que considerou um milagre.
Desde
esses tempos que é a Irmandade da Nossa Senhora do Bom Sucesso, uma das mais
antigas instituições do nosso Concelho, que promove esta procissão com o apoio
dos cacilhenses.
Ao
longo dos anos esta festa religiosa, tornou-se o motivo central de reunião de
toda a comunidade cacilhense, sendo neste dia que vêm pessoas de todo o país e
estrangeiro para reencontrarem familiares e amigos.
Portanto
não se esqueçam este ano de vir a Cacilhas, dia 1 de Novembro, encontrar-se com
esta tradição e com a nossa memória colectiva.
18 de outubro de 2017
"Passeio Mágico com Romeu Correia" por Luís Milheiro
4 de Novembro 2017 , 16h
Sala Pablo Neruda
Fórum Romeu Correia - Almada
Este "Passeio Mágico com Romeu Correia" é uma
conversa de dois amigos, sobre os aspectos mais importantes da vida de um
deles, o Romeu, com a particularidade das suas respostas serem mesmo dele,
retiradas de entrevistas, crónicas e ensaios publicados na imprensa, entre os
anos 1940 e 1990.
7 de outubro de 2017
"Lamiré poético" - Um novo livro de Maria de Lurdes Brás
Iniciou a sessão o Dr. Augusto Calado, em representação da Câmara Municipal de Almada, acompanhado na mesa pela autora, pelo Presidente do SMAS e Vice-presidente da Câmara Almada, José Gonçalves e Henrique Mota.
José Gonçalves evidenciou o percurso e as qualidades da artista, e a sua ligação à comunidade, salientando a evolução de toda a sua obra nas diversas vertentes. Incentivando-a continuar e felicitando-a por mais este trabalho.
Henrique Mota realçou o trabalho e as origens de Maria de Lurdes Brás, a sua actividade como cantora e fadista, e para além de ler um poema do livro, realçou o talento da autora como declamadora de poesia e cantora à capela.
Para satisfação do público foi esta a forma escolhida pela artista para encerrar a sessão cantando á capela o fado " Nuvem que passa " na música do fado Fé, cujo poema foi lançado neste livro.
Da vasta assistência presente destacaram-se as intervenções de Carlos Cardoso Luís, presidente da Associação Portuguesa de Poetas (APP) e Henrique Santos, da Associação das Colectividades de Almada.
A autora que nasceu no Cercal do Alentejo, e que há muito se radicou em Almada, vive e trabalha na nossa freguesia de Cacilhas.
Se as suas origens alentejanas se sentem e se respiram na sua obra, de poetisa, cantora e fadista, também é certo que as influências da nossa cultura associativa almadense e também de Lisboa, em particular através do Fado, influenciam a sua obra.
Estas influências e a diversidade das suas capacidades artísticas, estão visíveis nos seus versos e poemas, pois exprimem uma sonoridade própria de quem possui dotes musicais inatos, através dum ritmo e duma harmonia singular.
Depois de gravar três CD e lançar o seu primeiro livro “Poesia Alinhavada”, surge este novo livro que constitui um momento importante da sua afirmação como poetisa.
Ficam aqui os parabéns da associação “ O Farol” para a artista, e o convite a todos para lerem este belo livro de poemas.
27 de junho de 2017
Caminhada pela Saude 2017
IV Caminhada Solidária Pela Saúde e pela Cultura
Dia 27 de Maio de 2017
PROGRAMA
Pelo quarto ano consecutivo realizou-se no dia 27 de maio de 2017 esta caminhada, que mereceu a maior adesão de sempre
PELA SAÚDE
Este ano continuámos a chamar a atenção da nossa comunidade da importância de andar a pé para a nossa saúde.
PELA CULTURA
Neste trajecto aproveitámos para recordar o nosso património local e da importância do Museu da Cidade de Almada, ponto de chegada e de visita.
Tratou-se duma organização conjunta da ARPIFC, Bombeiros Voluntários de Cacilhas, Escola Secundária Cacilhas-Tejo, Farmácia Reis, Farmácia Central, Farmácia Nuno Álvares, Farmácia Holon Pragal, Farmácia Cerqueira e “O Farol”,
Contamos com o apoio da Câmara Municipal de Almada, e do Museu da Cidade de Almada, da União de Freguesias de Almada, Cova da Piedade, Pragal e Cacilhas e do Grupo Holon.
Registámos o apoio de cerca de 450 inscritos
Os fundos angariados vão reverter a favor da ARPIFC para apoiar a aquisição de uma viatura para apoiar as deslocações dos idosos, em especial a consultas médicas
Concentração
Teve lugar na Rua Cândido dos Reis em Cacilhas, junto ao Centro de Turismo Municipal, antigo Largo dos Bombeiros, onde foram facultadas gratuitamente pelas Farmácias medições de tensão e de glicémia, entre as 9.00 h e 10.00 h, e também amostras de protectores solares e cremes de beleza.
Início da actividade e partida
Pelas 10.15 h, no Largo dos Bombeiros foi ministrada uma excelente aula de ginástica, aberta aos participantes, dirigida pela professora Paula Azevedo que serviu de aquecimento à prova.
Percurso
Seguidamente, iniciou-se o percurso, sempre acompanhado de bicicleta, pelos nossos Bombeiros Voluntários de Cacilhas, a partir do Centro de Turismo Municipal, descemos a Rua Cândido dos Reis, até ao Largo de Cacilhas. Viramos à direita pela Avenida Aliança do Povo MFA, rumo à Cova da Piedade, passámos pela Margueira, frente à Lisnave, e pelo Quartel Novo dos Bombeiros Voluntários de Cacilhas. Seguimos junto ao Hospital Particular de Almada, a caminho do Largo 5 de Outubro, e Jardim da Cova da Piedade, passando pela Estrada do Brejo, até ao Museu da Cidade.
Chegada
Os últimos participantes chegaram cerca das 11.15 h. Num percurso que cada qual percorreu à sua própria velocidade e passadas, sempre com muita alegria , solidariedade, alegria e companheirismo, que permitiu a todos os jovens dos sete aos 80 anos, chegarem ao fim cerca 200 participantes com excelente disposição.
No esplêndido jardim do Museu da Cidade foi distribuída a todos os participantes uma peça de fruta e água, para ajudar a retemperar forças.
A jornada terminou com uma aula de yoga no jardim, dirigida pela professora Joana Galvão que teve grande adesão e permitiu a muitos participantes ter contacto com esta modalidade pela primeira vez. Encerrou a jornada uma visita guiada pela Drª Ângela Luzia à nova exposição do Museu, dedicada à Comemoração do Centenário de nascimento do escritor almadense Romeu Correia.
Fica o agradecimento da Organização a todos os que apoiaram este evento, e até 2018.
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