16 de julho de 2009

18 de Julho de 2009

Inauguração do Farol de Cacilhas

O FAROL - Associação de Cidadania de Cacilhas associa-se ao regresso do Farol ao Cais de Cacilhas.

Veja um pouco da história do Farol de Cacilhas e da sua reconstrução, ouvindo a música de Francisco Naia:



Música e letra: "O Farol de Cacilhas" de Francisco Naia
Planta de construção: António Ramos
Postais antigos: Luís Bayó Veiga
Fotografias antigas: autor desconhecido
Fotografias actuais: Fernando Alves e Modesto Viegas
Apresentação: Modesto Viegas

18 de junho de 2009

A mensagem dos sócios fundadores em 2003

"O nome desta Associação está ligado ao enorme desejo que os Cacilhenses manifestam no regresso do seu Farol ao Cais de Cacilhas.
Desde 1886, data em que foi colocado no Cais, que ele ganhou o carinho de toda a população local, prestando um enorme serviço à circulação entre as duas margens, trazendo a bom porto, os barcos que enfrentavam o nevoeiro, guiando-os através da neblina com a sua luz e o apitar contínuo e ritmado da sua buzina.
Não pretendemos suscitar polémicas, ou mesmo carpir mágoas pela sua partida. Mas sim contribuir para o seu regresso ao Cais de Cacilhas, local donde nunca deveria ter saído."



O Farol continua a fazer parte da cultura dos Cacilhenses, e preenche também de forma indiscutível o seu imaginário. Ilustrando essa realidade estão o poema da Idalina Alves Rebelo e o trabalho fotográfico do José Luís Guimarães, demonstrativos do carinho que também os nossos artistas lhe dedicam.


NOSSO FAROL

Desde 1866 foste tu

Ante-âmbolo da nossa infância
Mirante dos nossos sonhos
Luz guardião da esperança
Que embalou nossos anos mais risonhos
Ex-libris d’um lugar harmonioso
Lá no alto como grande e distinto senhor
Como um verde mastro elevado e orgulhoso
Te mantiveste erecto, altivo em teu labor
De cintilante brilho te revestiste
Abrindo em tua luz verde esmeralda
os caminhos do rio que te embalou
E, em ti viveu...
E um dia sem aviso
Te arrancaram p’la raiz
e o lugar, que contigo foi feliz
Assim ficou castrado e entristeceu

E a tua formosa luz se apagou
Murchou p´ra sempre
Vivendo hoje somente
Em nossa saudosa mente

Poema Inédito de AnyAna







imagem de: José Luís Guimarães

Imagens da reconstrução do Farol






Fotografias de Fernando Alves

14 de junho de 2009

Do poeta do Rio de Janeiro, e amigo de Cacilhas, Ricardo Muniz de Ruiz

FAROL

Farol
Luz para navegantes.
Navegantes...
Seres que ousam sair a ermo
em busca do desconhecido
Romper barreiras
Expandir limites.

Talvez para encontrarem-se
Quem sabe para perderem-se
Mas nunca pra ficar no mesmo lugar.

Farol
amigo dos navegantes
Sob o luar das estrelas
Sobre o luar das vagas.

Vagas Estrelas Solitárias
Que juntas colorem a noite

Estrelas...
É o lugar onde cada sereia esconde seu coração
Escondem-no dos homens.
Esses seres impertinentes
que por elas perdem suas vidas.

Mas eles não reclamam
Antes de partir
Navegam o dorso das sereisas
E nelas depositam seu sêmem
Onde as sereias nadam, saciam-se, alimentam-se.

E semeiam novos navegantes
Para prosseguir o destino de seus pais.
Será que essa semeadura
É a origem da semântica ?

E o Farol ?

O Farol é uma estrela terrena
Sabe-se lá onde esconde seu coração
Assiste a tudo impassível
Apenas mostra o caminho
Cada um que saiba onde quer chegar.
Cada um que saiba onde quer se perder.

Ricardo Muniz de Ruiz
Rio, 13 de junho de 2009
especialmente para o Farol de Cacilhas

13 de junho de 2009

Concurso de Poesia “ A Liberdade “



Do Concurso de Poesia “ A Liberdade “ realizado na Escola Secundária Cacilhas-Tejo, publicamos os poemas classificados em 1º, 2º e 3º lugares.

Ao projecto” Historiando”, e aos professores que o dinamizam, assim como todos os professores apoiantes e alunos participantes, os nossos parabéns.




O LIMITE SEM LIMITE

Sonha,
Ambiciona,

Deseja sem limite.

Descobre,
Sobrevoa,

Quer sem limite.

Corre,
Agarra,

Alcança sem limite.

Cai,
Levanta

Agora, deseja, quer e alcança sem limite.

Ana Pessoa
(Primeiro Prémio)






SEM FORTUNA...

Livre céu
Vazio e amplo
Penetra a alma.

Observa o mar
Plana sobre ele,
Respira o sal
Solto de preconceitos.

Inspira o som,
Mesmo sem fortuna.
Agarra o cravo,
Vive a liberdade.

Ana Pessoa
(Segundo Prémio)





A LIBERDADE

Sente,
a brisa acaricia-te a face,
nua e rejuvenescida,
Sente,
o cheiro a percorrer-te o corpo,
são e enfraquecido.
Sente,
A liberdade a invadir-te a alma,
cansada e triste.
Sente,
as palavras falarem-te
à mente confusa e livre.
Sente,
em teu redor,
o calor humano,
a brisa fria
o cheiro intenso,
a liberdade viva
a mente constante...
Sente-te a ti próprio!

Joana Marques
(Terceiro Prémio)




11 de junho de 2009

O Farol já com cúpula!

Os fotógrafos de Almada mostram com as suas imagens a alegria que transporta o Regesso do Farol



fotografia: Fernando Alves


fotografia: Modesto Viegas

6 de junho de 2009

O Regresso do Farol

Um sonho dos Cacilhenses está a tornar-se realidade...



O Farol de Cacilhas, está-se a erguer de novo no seu Cais de Cacilhas, donde nunca deveria ter saído. Pois para além da sua faceta utilitária, ele tornou-se ao longo dos tempos um ícone da terra e da Cidade.
Foi musa inspiradora de pintores, fotógrafos , poetas e escritores, e tornou-se parte integrante da memória colectiva dos Cacilhenses.

O Farol - Associação de Cidadania de Cacilhas saúda este regresso, pois constitui uns dos objectivos principais da nossa associação, tal como o seu nome indica.,

E agora que só falta colocar a parte superior do Farol, e pintá-lo com o seu verde original, iremos certamente celebrar em festa a sua inauguração

Esta é uma grande vitória para o Povo de Cacilhas, e de todos que contribuíram para o seu regresso.

As pessoas que por cá residem, e mesmo os Cacilhenses que se encontram distantes da sua terra, não esquecem o Farol, o Chafariz e o Quartel dos Bombeiros, pois estes símbolos fazem parte integrante da nossa cultura e imaginário.

texto: Henrique Mota
fotografia: Modesto Viegas

15 de maio de 2009

25 de abril de 2009

Comemoração do 35º Aniversário do 25 de Abril

Foi inaugrada, nas instalações da Escola Secundária Cacilhas-Tejo, uma exposição de cartazes e multimédia comemorativa do 35º aniversário do 25 de Abril.




fotografias: Modesto Viegas

13 de abril de 2009

Mini-Fórum Estudante 2009

Realizou-se no dia 26 de Fevereiro, na Escola Secundária Cacilhas-Tejo o “Mini-Fórum Estudante 2009”, um espaço dedicado à exposição de ofertas educativas e de formação profissional. O Farol esteve presente num stand dedicado a divulgar as suas actividades.




30 de março de 2009

25 de Abril



No âmbito da disciplina de Comunicação, os alunos do 1º ano da turma I do curso Profissional de Técnico de Marketing, realizaram uma exposição comemorativa do 35º aniversário do 25 de Abril.
A inauguração desta exposição, teve lugar no dia 20 de Março, nas instalações da Escola Secundária Cacilhas-Tejo

24 de março de 2009

Romeu Correia




Relembrar Romeu Correia através duma viagem por algumas das capas dos seus livros.
Elas também obras de arte

6 de março de 2009

CONVOCATÓRIA


Nos termos estatutários convocam-se os sócios de “O Farol – Associação de Cidadania de Cacilhas” para a Assembleia Geral ordinária referente ao ano 2009, a realizar no dia 8 de Março de 2009, Domingo, pelas 14h 00, na sede da ARPIFC, sita na Rua Elias Garcia, em Cacilhas, com a seguinte ORDEM DE TRABALHOS:
Período antes da ordem do dia.
Período da Ordem do Dia.
1 – Apresentação e votação do relatório e das contas da gerência relativos ao ano de 2008;
2 – Apresentação e votação do plano de actividades e do orçamento para 2009.


O Presidente da Mesa da Assembleia Geral,
Fernando Miranda Barão

4 de março de 2009

Dia Internacional da Mulher


Este é um convite extensivo a todos quantos queiram aparecer.
Sejam BEM-VINDOS.

De Cacilhas ao Chiado, passeando pela Baixa...

«UM CONVITE PARA UMA VIAGEM NUM ROTEIRO POSSÍVEL ATRAVÉS DO BILHETE POSTAL ANTIGO …

A pretexto de mais uma das habituais “Tertúlias do Dragão Vermelho” organizadas pela Scala, todas as primeiras quintas-feiras de cada mês, aceitei o convite da sua Direcção, para através do bilhete postal ilustrado antigo, poder contribuir na divulgação da história local, desta feita, sobre a temática “De Cacilhas ao Chiado, passeando pela Baixa”, através de um itinerário que ainda é possível percorrer nos dias de hoje, mas necessariamente imaginário porque a sucessão de imagens que iremos ver ao longo de cerca de 600 postais, reportam a um espaço temporal que medeia entre o ultimo quartel do séc. XIX e os anos 60 do séc. passado, mostrando-nos sítios e locais de vivências e tertúlias, hotéis, cafés e restaurantes, lojas, teatros e cinemas, hábitos, costumes e profissões, diversos meios de transportes, acontecimentos, celebrações e festas, mas também momentos de tragédia e consternação, retratando uma Lisboa, a um tempo romântica, enquanto oitocentista, e depois ao longo das primeiras décadas do séc. XX, liberal, modernista e intervencionista nos campos das artes e das letras, conduzindo-nos portanto nesta viagem ao passado, a uma certa Lisboa que já não existe mais nos dias de hoje, ficando apenas como testemunho desses tempos que marcaram uma época, alguns registos na forma de imagens fotográficas em postais ilustrados ou películas, e também em diversos livros de crónicas e memórias escritas por alguns escritores contemporâneos desses tempos idos.

Uma vez que iremos passear pela Baixa, com objectivo de chegar ao Chiado, parece oportuno que definamos aquilo que chamamos “Baixa”, como sendo toda a área plana a nível do rio Tejo, situada a sul pelo Terreiro do Paço, e a norte pela praça do Rossio, enquadrada a oriente pela colina do Castelo e a ocidente, pela colina onde se situa o sítio do Carmo.

Toda esta área, após o terramoto de 1755, foi reconstruída por ordem do Marquês de Pombal, com a edificação de novos quarteirões de prédios com arquitectura baptizada de pombalina, e dispostos em forma de quadrícula permitindo uma simetria recticulada de ruas principais e transversais no seu seio.

Já sobre o Chiado, para muitos ou pelo menos para alguns, existem diversas interpretações sobre o que afinal corresponde o Chiado sendo que para uns, o Chiado corresponde à rua Garrett, enquanto para outros, o Chiado é o sítio correspondente ao pequeno largo cimeiro à rua Garrett, denominado por Largo do Chiado, (por muitos também designado pelo Largo das duas Igrejas), em homenagem ao poeta António Ribeiro Chiado, no qual existe um pequeno monumento a ele dedicado.

Em boa verdade, o Chiado é mais do que uma rua, é mais do que um Largo.»

Assim começa Luís Bayó Veiga o nosso guia por esta maravilhosa viagem. Na próxima 5.ª feira venha ver imagens de outrora e ouvir falar um pouco de história local. Verá que vai gostar.

2 de janeiro de 2009

Parabéns!

Fernando Miranda Barão completa hoje, dia 2 de Janeiro de 2009, 85 anos de idade.
Sócio fundador da nossa associação, de cuja Assembleia Geral é Presidente, é também director do nosso Boletim O PHAROL.
Fernando Barão é, ainda, presidente da Assembleia Geral da Incrível Almadense, e grande animador da SCALA, de que também é sócio fundador, este Cacilhense continua a dar provas de uma enorme capacidade de trabalho na área do associativismo e da cultura local. Mas não vamos recordar tudo o que já fez em prol da Cidade e do Concelho de Almada, e das distinções já recebidas, pois a sua obra é do conhecimento público.
Pretendemos, apenas, deixar aqui os nossos parabéns, e uma mensagem de amizade e respeito, certos de que Fernando Barão tem pela frente muito a fazer, em prol da Cultura e do Associativismo do nosso Concelho e do País.
A Direcção de “O Farol – Associação de Cidadania de Cacilhas”

10 de dezembro de 2008

O último faroleiro de Cacilhas


Como homenagem ao senhor Sameiro - Histórico Faroleiro de Cacilhas, falecido em 11 de Dezembro de 2008, publicamos uma entrevista, que lhe foi feita por um grupo de alunos da Escola Secundária Cacilhas Tejo (e que se encontrta disponível em http://web.educom.pt/fr/passos/carlossameirofaroleiro.htm):


Carlos Sameiro, um dos últimos faroleiros de Cacilhas


«Em 1936, com 25 anos, Carlos Sameiro veio para Cacilhas com o objectivo de trabalhar nesta região.

Tendo como seu principal ofício a serralharia mecânica, cedo resolveu seguir as pisadas do pai e tirou um curso suplementar de faroleiro no Farol Escola de Leça da Palmeira - “… Tive a tirar um curso no farol escola, na Leça da Palmeira(…) o nosso professor era um oficial da marinha…”.


Durante o tempo que permaneceu em Cacilhas, tornou-se sócio da Incrível Almadense e dos Bombeiros Voluntários de Cacilhas, “ … Fui sócio da Incrível, depois saí quando tive que sair de Cacilhas e deixei de ser sócio, e sou sócio dos Bombeiros Voluntários. Sou o 110”.


Questionado quanto à sua vinda definitiva para Cacilhas, o Sr. Sameiro, recorda os motivos que o levaram a fixar-se aqui junto ao Tejo, referindo que, a sua mulher, com a qual esteve casado durante setenta e cinco anos, tinha adoecido e esse foi o principal motivo para a sua definitiva estabelecimento em Cacilhas “ Vim parar aqui a primeira vez, porque tinha saído daqui um faroleiro, mas não estava sozinho, estava com outros faroleiros, e ao fim de nove anos sai. Voltei novamente e estive aqui mais um ano até que sai para ir chefiar o farol do Cabo Espichel. Depois voltei outra vez para Cacilhas porque a minha mulher estava muito doente (…) tinha que ser operada. Fui ao comandante (…) até que ele me disse que podia vir e pronto estive cá 10 anos e cá me reformei.”


O Sr. Sameiro não exerceu apenas funções de faroleiro em Cacilhas, passou por muitos outros faróis, como por exemplo, o do Cabo Espichel, o de S. João da Barra, o de Vila Real de Santo António, o de São Vicente, o de São Martinho do Porto, o de Cabo Raso e ainda o de Sagres.


A sua vinda para Cacilhas, valeu-lhe não só a ligação a esta terra, como o conhecimento de algumas pessoas ilustres, como por exemplo, os Durões, o comandante Eduardo Alves, o comandante Feio e Hernâni da Silva.


Sr. Sameiro relembra com alguma tristeza a saída do farol para os Açores, “…Quando vi o farol a ser desmontado comecei a choramingar, as lágrimas começaram a cair…” . Segundo o faroleiro, o farol “tinha dois sinais sonoros, dois motores para quando houvesse nevoeiro, um motor de exclusão, que se punha a funcionar para dar ar a um reservatório através de um compressor”. Na altura da sua construção o farol trabalhava a petróleo, mais tarde começou a funcionar a gás catalítico e, depois, passou a funcionar a electricidade, “Tinha um computador que quando faltava a electricidade ligava para o gás automaticamente e quando vinha a electricidade, desligava o gás e passava novamente para a electricidade…”.


A sua função dentro do farol era trabalhar com motores a electricidade, geradores eléctricos e tinha também toda a responsabilidade pelos materiais que existiam no farol.


Podemos divulgar que, com 87 anos, o Sr. Sameiro vive na esperança de ainda poder voltar a ver o farol voltar a Cacilhas e a funcionar como funcionava na altura em que nele trabalhava.


Queremos, por fim, agradecer primeiramente ao Sr. Carlos Sameiro, por se ter disponibilizado e se ter deslocado a nossa escola e ao professor António Ramos, por nos ter disponibilizado algumas informações adicionais sobre o farol de Cacilhas.»