4 de março de 2009

De Cacilhas ao Chiado, passeando pela Baixa...

«UM CONVITE PARA UMA VIAGEM NUM ROTEIRO POSSÍVEL ATRAVÉS DO BILHETE POSTAL ANTIGO …

A pretexto de mais uma das habituais “Tertúlias do Dragão Vermelho” organizadas pela Scala, todas as primeiras quintas-feiras de cada mês, aceitei o convite da sua Direcção, para através do bilhete postal ilustrado antigo, poder contribuir na divulgação da história local, desta feita, sobre a temática “De Cacilhas ao Chiado, passeando pela Baixa”, através de um itinerário que ainda é possível percorrer nos dias de hoje, mas necessariamente imaginário porque a sucessão de imagens que iremos ver ao longo de cerca de 600 postais, reportam a um espaço temporal que medeia entre o ultimo quartel do séc. XIX e os anos 60 do séc. passado, mostrando-nos sítios e locais de vivências e tertúlias, hotéis, cafés e restaurantes, lojas, teatros e cinemas, hábitos, costumes e profissões, diversos meios de transportes, acontecimentos, celebrações e festas, mas também momentos de tragédia e consternação, retratando uma Lisboa, a um tempo romântica, enquanto oitocentista, e depois ao longo das primeiras décadas do séc. XX, liberal, modernista e intervencionista nos campos das artes e das letras, conduzindo-nos portanto nesta viagem ao passado, a uma certa Lisboa que já não existe mais nos dias de hoje, ficando apenas como testemunho desses tempos que marcaram uma época, alguns registos na forma de imagens fotográficas em postais ilustrados ou películas, e também em diversos livros de crónicas e memórias escritas por alguns escritores contemporâneos desses tempos idos.

Uma vez que iremos passear pela Baixa, com objectivo de chegar ao Chiado, parece oportuno que definamos aquilo que chamamos “Baixa”, como sendo toda a área plana a nível do rio Tejo, situada a sul pelo Terreiro do Paço, e a norte pela praça do Rossio, enquadrada a oriente pela colina do Castelo e a ocidente, pela colina onde se situa o sítio do Carmo.

Toda esta área, após o terramoto de 1755, foi reconstruída por ordem do Marquês de Pombal, com a edificação de novos quarteirões de prédios com arquitectura baptizada de pombalina, e dispostos em forma de quadrícula permitindo uma simetria recticulada de ruas principais e transversais no seu seio.

Já sobre o Chiado, para muitos ou pelo menos para alguns, existem diversas interpretações sobre o que afinal corresponde o Chiado sendo que para uns, o Chiado corresponde à rua Garrett, enquanto para outros, o Chiado é o sítio correspondente ao pequeno largo cimeiro à rua Garrett, denominado por Largo do Chiado, (por muitos também designado pelo Largo das duas Igrejas), em homenagem ao poeta António Ribeiro Chiado, no qual existe um pequeno monumento a ele dedicado.

Em boa verdade, o Chiado é mais do que uma rua, é mais do que um Largo.»

Assim começa Luís Bayó Veiga o nosso guia por esta maravilhosa viagem. Na próxima 5.ª feira venha ver imagens de outrora e ouvir falar um pouco de história local. Verá que vai gostar.

2 de janeiro de 2009

Parabéns!

Fernando Miranda Barão completa hoje, dia 2 de Janeiro de 2009, 85 anos de idade.
Sócio fundador da nossa associação, de cuja Assembleia Geral é Presidente, é também director do nosso Boletim O PHAROL.
Fernando Barão é, ainda, presidente da Assembleia Geral da Incrível Almadense, e grande animador da SCALA, de que também é sócio fundador, este Cacilhense continua a dar provas de uma enorme capacidade de trabalho na área do associativismo e da cultura local. Mas não vamos recordar tudo o que já fez em prol da Cidade e do Concelho de Almada, e das distinções já recebidas, pois a sua obra é do conhecimento público.
Pretendemos, apenas, deixar aqui os nossos parabéns, e uma mensagem de amizade e respeito, certos de que Fernando Barão tem pela frente muito a fazer, em prol da Cultura e do Associativismo do nosso Concelho e do País.
A Direcção de “O Farol – Associação de Cidadania de Cacilhas”

10 de dezembro de 2008

O último faroleiro de Cacilhas


Como homenagem ao senhor Sameiro - Histórico Faroleiro de Cacilhas, falecido em 11 de Dezembro de 2008, publicamos uma entrevista, que lhe foi feita por um grupo de alunos da Escola Secundária Cacilhas Tejo (e que se encontrta disponível em http://web.educom.pt/fr/passos/carlossameirofaroleiro.htm):


Carlos Sameiro, um dos últimos faroleiros de Cacilhas


«Em 1936, com 25 anos, Carlos Sameiro veio para Cacilhas com o objectivo de trabalhar nesta região.

Tendo como seu principal ofício a serralharia mecânica, cedo resolveu seguir as pisadas do pai e tirou um curso suplementar de faroleiro no Farol Escola de Leça da Palmeira - “… Tive a tirar um curso no farol escola, na Leça da Palmeira(…) o nosso professor era um oficial da marinha…”.


Durante o tempo que permaneceu em Cacilhas, tornou-se sócio da Incrível Almadense e dos Bombeiros Voluntários de Cacilhas, “ … Fui sócio da Incrível, depois saí quando tive que sair de Cacilhas e deixei de ser sócio, e sou sócio dos Bombeiros Voluntários. Sou o 110”.


Questionado quanto à sua vinda definitiva para Cacilhas, o Sr. Sameiro, recorda os motivos que o levaram a fixar-se aqui junto ao Tejo, referindo que, a sua mulher, com a qual esteve casado durante setenta e cinco anos, tinha adoecido e esse foi o principal motivo para a sua definitiva estabelecimento em Cacilhas “ Vim parar aqui a primeira vez, porque tinha saído daqui um faroleiro, mas não estava sozinho, estava com outros faroleiros, e ao fim de nove anos sai. Voltei novamente e estive aqui mais um ano até que sai para ir chefiar o farol do Cabo Espichel. Depois voltei outra vez para Cacilhas porque a minha mulher estava muito doente (…) tinha que ser operada. Fui ao comandante (…) até que ele me disse que podia vir e pronto estive cá 10 anos e cá me reformei.”


O Sr. Sameiro não exerceu apenas funções de faroleiro em Cacilhas, passou por muitos outros faróis, como por exemplo, o do Cabo Espichel, o de S. João da Barra, o de Vila Real de Santo António, o de São Vicente, o de São Martinho do Porto, o de Cabo Raso e ainda o de Sagres.


A sua vinda para Cacilhas, valeu-lhe não só a ligação a esta terra, como o conhecimento de algumas pessoas ilustres, como por exemplo, os Durões, o comandante Eduardo Alves, o comandante Feio e Hernâni da Silva.


Sr. Sameiro relembra com alguma tristeza a saída do farol para os Açores, “…Quando vi o farol a ser desmontado comecei a choramingar, as lágrimas começaram a cair…” . Segundo o faroleiro, o farol “tinha dois sinais sonoros, dois motores para quando houvesse nevoeiro, um motor de exclusão, que se punha a funcionar para dar ar a um reservatório através de um compressor”. Na altura da sua construção o farol trabalhava a petróleo, mais tarde começou a funcionar a gás catalítico e, depois, passou a funcionar a electricidade, “Tinha um computador que quando faltava a electricidade ligava para o gás automaticamente e quando vinha a electricidade, desligava o gás e passava novamente para a electricidade…”.


A sua função dentro do farol era trabalhar com motores a electricidade, geradores eléctricos e tinha também toda a responsabilidade pelos materiais que existiam no farol.


Podemos divulgar que, com 87 anos, o Sr. Sameiro vive na esperança de ainda poder voltar a ver o farol voltar a Cacilhas e a funcionar como funcionava na altura em que nele trabalhava.


Queremos, por fim, agradecer primeiramente ao Sr. Carlos Sameiro, por se ter disponibilizado e se ter deslocado a nossa escola e ao professor António Ramos, por nos ter disponibilizado algumas informações adicionais sobre o farol de Cacilhas.»

29 de novembro de 2008

Idalina Alves Rebelo

Em memória de Idalina Alves Rebelo (falecida recentemente), saudosa amiga dos Cacilhenses, que permanece viva na nossa cultura, património e imaginário.

NOSSO FAROL

Desde 1866 foste tu
Ante-âmbolo da nossa infância
Mirante dos nossos sonhos
Luz guardião da esperança
Que embalou nossos anos mais risonhos
Ex-libris d’um lugar harmonioso
Lá no alto como grande e
distinto senhor
Como um verde mastro elevado e orgulhoso
Te mantiveste erecto, altivo em teu labor
De cintilante brilho te revestiste
Abrindo em tua luz verde esmeralda
os caminhos do rio que te embalou
E, em ti viveu...
E um dia sem aviso
Te arrancaram p’la raiz
e o lugar, que contigo foi feliz
Assim ficou castrado e entristeceu

E a tua formosa luz se apagou
Murchou p´ra sempre
Vivendo hoje somente
Em nossa saudosa mente.

Imagens: sessão de Poesia Vadia de Junho/2008, no Café Le Bistro, em Almada, de Ermelinda Toscano.

19 de outubro de 2008

Momentos dispersos



Uma exposição do nosso associado (membro da Direcção)

A Magia do Vinil


A música que mudou o mundo.

Até 31 de Outubro, de 4.ª a domingo, entre as 14:30H - 19H e 20H-22H, na Oficina de Cultura, em Almada, ainda pode (e deve) ir visistar a exposição organizada pela Associação dos Antigos Alunos da Escola Emídio Navarro com o apoio da Câmara Municipal.

29 de setembro de 2008

Um espectáculo a não perder.


Estamos de luto

Em memória de Idalina Alves Rebelo (falecida recentemente), saudosa amiga dos Cacilhenses, que permanece viva na nossa cultura, património e imaginário.

NOSSO FAROL

Desde 1866 foste tu
Ante-âmbolo da nossa infância
Mirante dos nossos sonhos
Luz guardião da esperança
Que embalou nossos anos mais risonhos
Ex-libris d’um lugar harmonioso
Lá no alto como grande e
distinto senhor
Como um verde mastro elevado e orgulhoso
Te mantiveste erecto, altivo em teu labor
De cintilante brilho te revestiste
Abrindo em tua luz verde esmeralda
os caminhos do rio que te embalou
E, em ti viveu...
E um dia sem aviso
Te arrancaram p’la raiz
e o lugar, que contigo foi feliz
Assim ficou castrado e entristeceu

E a tua formosa luz se apagou
Murchou p´ra sempre
Vivendo hoje somente
Em nossa saudosa mente.
Imagem e poema de Idalina Rebelo (AnyAna).

28 de agosto de 2008

Balé Brasil de Portugal

Fotografias do espectáculo «Navegar», realizado na Praça da Liberdade, em Almada, no dia 18 de Julho de 2008, pelo «Balé Brasil de Portugal» ("grupo representante da dança brasílica na Europa, método de dança criado por André Madureira director do internacionalmente conhecido Balé Popular do Recife, que está a comemorar os seus 30 anos de existência e tem por actividade principal a difusão dos autos e folguedos do Nordeste do Brasil"), uma associação intercultural, multifacetada e onde a dança é a arte mestra em torno da qual gira toda a actividade da associação, que se encontra sediada na freguesia de Cacilhas (Almada).






As imagens foram gentilmente cedidas por Pedro Pernambuco (bailarino e coreógrafo, Director do Balé Brasil) e a montagem é de Ermelinda Toscano. Música: "Toque de Caboclinhos", do Quinteto Armonial, uma das usadas na coreografia do espectáculo atrás referido.

Mais informações no Blog do Balé Brasil de Portugal

24 de agosto de 2008

António Silva e os D'Age





Imagens do lançamento do livro «Mitos urbanos... ou Assim», de António Silva, no, Teatro Extremo, Almada, em 11-07-2008.
AQUI, podem ver alguns excertos do concerto «Histórias Curtas», dos D’Age, que se seguiu àquele evento e mostrou a outra faceta do bloguer ANT.


Fotografias: Ermelinda Toscano.

18 de junho de 2008

Foi assim...

O Piquenique anual do 10 de Junho, organizado pela nossa associação. Mais de cem imagens contam como foi esta magnífica tarde. São dispensadas as palavras de apresentação e/ou as legendas das fotografias... A beleza do sítio é indiscritível e o convívio evidente.

15 de abril de 2008

Alexandre Castanheira

POESIA NO (DO) 25 DE ABRIL

Dia 22 de Abril

18h

Escola D. António da Costa

Almada

Uma iniciativa a não perder!

Sexta-feira, dia 18, 21h30m: não esqueça!

Lançamento do novo CD de Francisco Naia, intitulado "De Sol a Sul".

Auditório Fernando Lopes Graça, Fórum Municipal Romeu Correia

(Praça da Liberdade, Almada)

E, por hoje, fiquem com uma das mais lindas músicas do albúm anterior: Cante de Amor, do Cantes D'Além Tejo.