21 de outubro de 2017

1 DE NOVEMBRO É DIA DE FESTA EM CACILHAS

Procissão da Nossa Senhora do Bom Sucesso

Nesta data, todos os anos, a comunidade cacilhense reúne-se, evocando a memória do Trágico dia do Terramoto de 1755, que no dia 1 de Novembro, Dia de Todos os Santos, teve um efeito devastador na cidade de Lisboa e localidades dos arredores.

Foi um acontecimento que chamou a atenção de todas as maiores personalidades mundiais daquela época, como foi o caso de Voltaire, pela enorme tragédia que se abateu sobre as populações, que depois do terramoto tiveram de enfrentar ondas de cerca de 30 metros que varreram Lisboa até ao Rossio e muitas localidades ribeirinhas.

Reza a tradição que, no meio desta aflição, um pescador de Cacilhas foi à pequena igreja que então ali existia e, num acto de desespero e fé e trouxe a imagem ali existente da Nossa Senhora do Bom Sucesso até à praia de Cacilhas virando-a para o rio, pedindo a sua protecção divina para a fúria das águas.

Reza a lenda que Cacilhas foi poupada ao Maremoto e, desde aí, há mais de 260 anos que a população local, todos os anos, em procissão percorre as ruas com essa mesma imagem até ao rio Tejo, para agradecer o que considerou um milagre.

Desde esses tempos que é a Irmandade da Nossa Senhora do Bom Sucesso, uma das mais antigas instituições do nosso Concelho, que promove esta procissão com o apoio dos cacilhenses.

Ao longo dos anos esta festa religiosa, tornou-se o motivo central de reunião de toda a comunidade cacilhense, sendo neste dia que vêm pessoas de todo o país e estrangeiro para reencontrarem familiares e amigos. 

Portanto não se esqueçam este ano de vir a Cacilhas, dia 1 de Novembro, encontrar-se com esta tradição e com a nossa memória colectiva.

18 de outubro de 2017

"Passeio Mágico com Romeu Correia" por Luís Milheiro

4 de Novembro 2017 , 16h
Sala Pablo Neruda
Fórum Romeu Correia - Almada


Este "Passeio Mágico com Romeu Correia" é uma conversa de dois amigos, sobre os aspectos mais importantes da vida de um deles, o Romeu, com a particularidade das suas respostas serem mesmo dele, retiradas de entrevistas, crónicas e ensaios publicados na imprensa, entre os anos 1940 e 1990.


Festa do Associativismo Almadense

4 de Novembro 2017, às 15:00h,
na Academia Almadense

7 de outubro de 2017

"Lamiré poético" - Um novo livro de Maria de Lurdes Brás


Na tarde de dia 15 de Junho de 2017, Maria de Lurdes Brás apresentou no Fórum Romeu Correia em Almada o seu novo livro de poesia “Lamiré Poético “.
Iniciou a sessão o Dr. Augusto Calado, em representação da Câmara Municipal de Almada, acompanhado na mesa pela autora, pelo Presidente do SMAS e Vice-presidente da Câmara Almada, José Gonçalves e Henrique Mota.
José Gonçalves evidenciou o percurso e as qualidades da artista, e a sua ligação à comunidade, salientando a evolução de toda a sua obra nas diversas vertentes. Incentivando-a continuar e felicitando-a por mais este trabalho.
Henrique Mota realçou o trabalho e as origens de Maria de Lurdes Brás, a sua actividade como cantora e fadista, e para além de ler um poema do livro, realçou o talento da autora como declamadora de poesia e cantora à capela.
Para satisfação do público foi esta a forma escolhida pela artista para encerrar a sessão cantando á capela o fado " Nuvem que passa " na música do fado Fé, cujo poema foi lançado neste livro.
Da vasta assistência presente destacaram-se as intervenções de Carlos Cardoso Luís, presidente da Associação Portuguesa de Poetas (APP) e Henrique Santos, da Associação das Colectividades de Almada.

A autora que nasceu no Cercal do Alentejo, e que há muito se radicou em Almada, vive e trabalha na nossa freguesia de Cacilhas.
Se as suas origens alentejanas se sentem e se respiram na sua obra, de poetisa, cantora e fadista, também é certo que as influências da nossa cultura associativa almadense e também de Lisboa, em particular através do Fado, influenciam a sua obra.
Estas influências e a diversidade das suas capacidades artísticas, estão visíveis nos seus versos e poemas, pois exprimem uma sonoridade própria de quem possui dotes musicais inatos, através dum ritmo e duma harmonia singular.
Depois de gravar  três CD e lançar o seu primeiro livro “Poesia Alinhavada”, surge este novo livro que constitui um momento importante da sua afirmação como poetisa.
Ficam aqui os parabéns da associação “ O Farol” para a artista, e o convite a todos para lerem este belo livro de poemas.





27 de junho de 2017

Visite o Sítio Arqueológico da Quinta do Almaraz

15 de Julho
19 de Agosto
16 de Setembro
21 de Outubro

 

Assmbleia Geral de "O Farol" (8/4/2017)


Visita à Quinta do Almaraz (22/04/217)


Passeio no Tejo (20/05/2017)


Caminhada pela Saude 2017


IV Caminhada Solidária Pela Saúde e pela Cultura

Dia 27 de Maio de 2017


PROGRAMA

Pelo quarto ano consecutivo realizou-se no dia 27 de maio de 2017 esta caminhada, que mereceu a maior adesão de sempre

PELA SAÚDE
Este ano continuámos a chamar a atenção da nossa comunidade da importância de andar a pé para a nossa saúde.

PELA CULTURA
Neste trajecto aproveitámos para recordar o nosso património local e da importância do Museu da Cidade de Almada, ponto  de chegada e de visita.

Tratou-se duma organização conjunta da ARPIFC, Bombeiros Voluntários de Cacilhas, Escola Secundária Cacilhas-Tejo,  Farmácia Reis, Farmácia Central, Farmácia Nuno Álvares, Farmácia Holon Pragal, Farmácia Cerqueira e “O Farol”,
Contamos com o apoio da Câmara Municipal de Almada, e do Museu da Cidade de Almada, da União de Freguesias de Almada, Cova da Piedade, Pragal e Cacilhas e do Grupo Holon.
Registámos o apoio de cerca de 450 inscritos

Os fundos angariados vão reverter a favor da ARPIFC para apoiar a aquisição de uma viatura para apoiar as deslocações dos idosos, em especial a consultas médicas

Concentração 
Teve lugar na Rua Cândido dos Reis em Cacilhas, junto ao Centro de Turismo Municipal, antigo Largo dos Bombeiros, onde foram facultadas gratuitamente pelas Farmácias medições de tensão e de glicémia, entre as 9.00 h e 10.00 h, e também amostras de protectores solares e cremes de beleza.

Início da actividade e partida
Pelas 10.15 h, no Largo dos Bombeiros foi ministrada uma excelente aula de ginástica, aberta aos participantes, dirigida pela professora Paula Azevedo que serviu de aquecimento à prova.

Percurso
Seguidamente, iniciou-se o percurso, sempre acompanhado de bicicleta, pelos nossos Bombeiros Voluntários de Cacilhas, a partir do Centro de Turismo Municipal, descemos a Rua Cândido dos Reis, até ao Largo de Cacilhas. Viramos à direita pela Avenida Aliança do Povo MFA, rumo à Cova da Piedade, passámos pela Margueira, frente à Lisnave, e pelo Quartel Novo dos Bombeiros Voluntários de Cacilhas. Seguimos junto ao Hospital Particular de Almada, a caminho do Largo 5 de Outubro, e Jardim da Cova da Piedade, passando pela Estrada do Brejo, até ao Museu da Cidade.

Chegada
Os últimos participantes chegaram cerca das 11.15 h. Num percurso que cada qual percorreu à sua própria velocidade e passadas, sempre com muita alegria , solidariedade, alegria e companheirismo, que permitiu a todos os jovens dos sete aos 80 anos, chegarem ao fim cerca 200 participantes com excelente disposição.
No esplêndido jardim do Museu da Cidade foi distribuída a todos os participantes uma peça de fruta e água, para ajudar a retemperar forças.
A jornada terminou com uma aula de yoga no jardim, dirigida pela professora Joana Galvão que teve grande adesão e permitiu a muitos participantes ter contacto com esta modalidade pela primeira vez. Encerrou a jornada uma visita guiada pela Drª Ângela Luzia à nova exposição do Museu, dedicada à Comemoração do Centenário de nascimento do escritor almadense Romeu Correia.

Fica o agradecimento da Organização a todos os que apoiaram este evento,  e até 2018.



6 de junho de 2017

"Memórias, Sociabilidades e Resistências. O caso da Cooperativa de Consumo Piedense"


Convite - apresentação do livro 
"Memórias, Sociabilidades e Resistências. 
O caso da Cooperativa de Consumo Piedense"
   
 Museu da Cidade, 10 de Junho, 16h00
   

9 de maio de 2017

O Cravo espanhol


O TEATRO DE ROMEU CORREIA BEM VIVO EM ALMADA



Foi um privilégio assistir, no passado sábado à noite, em Almada no Fórum Romeu Correia, à interpretação da peça o Cravo Espanhol do autor almadense Romeu Correia, levada à cena pelo Teatro da Terra, de Ponte de Sor.
Ficou provado que o teatro de Romeu Correia mantém a actualidade a força e a ligação ao longo público, pois ele retracta a vida, as tradições e a vida do nosso povo, com os seus problemas e contradições mas, também com muita alegria de viver.

Obrigado ao Teatro da Terra e em particular à encenadora e actriz, Maria João Luís por ter cumprido o desejo do Romeu de ver o seu teatro representado, e da forma brilhante como o fizeram.
Conseguiram captar e transmitir o pulsar de Almada, imortalizado por Romeu, mostraram através da sua interpretação a forma de falar e viver das gentes dos nossos bairros populares, e como lembrou uma amiga por quem os anos parecem não passar, a linguagem típica e os trejeitos dos bairros populares que existiam antigamente entre as Torcatas e o Pragal.

Esperemos que esta peça volte em breve à cena em Almada, para dar oportunidade a mais espectadores de a ver.

E fazemos eco dum desafio lançado por Romeu Correia em 1987, Para que levem aos palcos mais peças de autores portugueses, “porque que não pode haver teatro sem haver teatro português”:
Esperemos que finalmente seja profeta, pelo menos na sua terra….
                                                                     Henrique Mota