16 de janeiro de 2007

Quem acode ao Cais de Cacilhas?





O nosso património histórico merece certamente outro tratamento. O que pensarão os turistas que atravessam o Rio Tejo e deparam logo com este e outros espectáculos deprimentes?
Felizmente, por cá, ainda existem cidadãos que se recusam a habituar-se a estas situações.

Fotografias: Pastelaria "Estrela do Sul",
Largo de Cacilhas, frente ao Cais da Transtejo,
por Ermelinda Toscano

8 comentários:

Luis Eme disse...

Este caso ainda é mais vergonhoso, se pensarmos que estas instalações pertencem ao estado, já que fazem parte do edifício da GNR.

O Farol disse...

Infelizmente é verdade. Este edifício é, de facto, património do Estado (apesar de não pertencer à GNR). E isso torna o caso ainda mais degradante.
Pergunta-se: como é possível que se tenha chegado a este estado de abandono? Qual é, afinal, o papel/responsabilidade das autarquias almadense e cacilhense?

Viriato disse...

Triste, triste é que quem se afasta de Cacilhas durante algum tempo fica parvo quando lá volta e vê a degradação que está instalada e alastra a olhos vistos...agora foi o incêndio aqui documentado, mas antes já fora a generalidade do comércio a falir, o estacionamento selvagem a fazer desesperar os moradores e os visitantes, os pedintes e ladrões instalados no outrora nobre Ginjal, o envelhecimento galopante da população, a carestia das casas, o esvaziar das agremiações, a tristeza, a descrença, a amargura que, hoje, caracterizam Cacilhas...e que me enche de tristeza sem que eu possa fazer nada. Enfim!

Anónimo disse...

Esta situação é uma vergonha. Não entendo como é possível que a CM de Almada não tenha mecanismos legais para obrigar os proprietários a recuperar estas instalações.
E o escândalo ainda é maior sendo este edifício propriedade do Estado.
E estando ali um posto da GNR como é possível o vandalismo ter chegado àquele que se pode observar nestas fotografias?
É vergonhosa a indiferença e a inércia com que os responsáveis têm vindo a tratar deste assunto (ou seja, não faem nada).
E depois querem-nos convencer que não tarda nada Cacilhas vai ser a freguesia maravilha quando deixaram-na chegar a este estado lastimoso... (estou a pensar, também, no caso da degradação do Ginjal).
Muito mais haveria para dizer mas fico-me por aqui. Penso voltar mais vezes a este espaço que descobri por acaso mas que considero bastante bom (embora perceba que está no início).
Parabéns pela iniciativa.
Mário

Anónimo disse...

Temos que tornar as desvantagens em oportunidades!
Têm coragem?
Porque é que "O Farol" não toma conta da gestão deste espaço?
A C.M.Almada certamente dispõe de verbas para estes efeitos.
E a nossa terra passaria a poder contar com uma sala de visitas para acolher quem busca na margem sul o acolhimento que não encontra noutras paragens.
Poderia ser um espaço onde se pudesse pensar, falar, trocar ideias, ler, expor, lembrar Cacilhas da forma como Cacilhas merece!
E não me digam que o espaço não é apropriado!
Tem a melhor localização possível!
Têm coragem?
Mãos à obra!
Vamos procurar apoios e tomar a iniciativa de ousar querer!

O Farol disse...

A degradação de Cacilhas é, de facto, uma tristeza.
E mais ainda quando verificamos que a riqueza desta terra é imensa: a nível paisagístico, histórico e cultural, sobretudo.
Por isso a nossa associação se constituiu: para lutar contra este abandono e para que se valorize o património desta terra e se preservem as memórias das suas gentes.

O Farol disse...

Apesar dos limitados recursos que temos ao nosso dispor, contando apenas com a colaboração voluntária dos sócios, é compromisso de honra da nossa associação, assumido em nome de todos os cacilhenses, encetar todos os esforços no sentido de denunciar estas situações degradantes e pugnar para que sejam encontradas as soluções possíveis.

O Farol disse...

A solução que propõe (de a nossa associação assumir a gestão deste espaço), apesar de interessante (e não tendo O FAROL sequer uma sede era, então, "ouro sobre azul") é impossível de concretizar, mas não por falta de coragem:
primeiro, porque aquele património não é municipal, logo a CMA não pode dispor dele;
segundo, o FAROL não tem recursos (técnicos, humanos e financeiros) para assegurar um projecto dessa natureza, por muito tentador que ele nos pareça.
Quanto ao resto, ideias e pessoas capazes de as concretizar, não nos faltam...